Esfigmomanômetro


 
 
 
 
 

O esfigmomanômetro é um equipamento muito conhecido por todos, pois sempre em uma primeira análise de um paciente ele é utilizado para identificar possíveis níveis anormais de pressão sanguínea.

 

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História do Esfigmomanômetro:

 

A busca pelo conhecimento da pressão arterial é muito antiga, porém o primeiro relato de uma medida aconteceu em 1733, por Stephen Hales. Utilizando uma égua como cobaia, Stephen inseriu um tubo de cobre em uma artéria da virilha do animal, acoplado ao tubo de cobre havia um tubo de vidro que foi utilizado como um manômetro. Stephen mediu a pressão sistólica quando a pulsação do sangue atingiu a maior altura dentro do tubo de vidro. Retirando o tubo do animal, ele aguardou o sangue jorrar por algum tempo, e então inseriu o tubo novamente, medindo a pressão diastólica quando o sangue estava a uma altura baixa no tubo de vidro.

Em 1828, Jean Léonard Marie Poiseuille aperfeiçoou o manômetro de Hales. Com um tubo em formato de U preenchido com mercúrio e anticoagulante (carbonato de potássio), o tubo era inserido de maneira invasiva na artéria de um animal. Este instrumento estava a caminho de se tornar um processo da medida da PA mensurável e com uma graduação padrão, porém ainda não era muito exato. Este instrumento foi chamado de hemodinamômetro.

Em 1834, o Médico J. Hérrison e o Engenheiro P. Gernier criaram o Esfigmomanômetro, que era um instrumento muito parecido com um termômetro, em possuía uma coluna de vídro e mercúrio na parte inferior. A medida era feita pressionando o equipamento sobre o pulso do paciente. O mercúrio variava a altura na coluna de vidro quando o mercúrio pressionava o pulso do paciente. Este foi o primeiro instrumento graduado de medição de PA, marcado em mm. Porém este experimento não conseguia efetuar as medidas requisitadas, porém foi um avanço muito grande na maneira de visualizar os dados.

Em 1896, Riva-Rocci criou um esfigmomanômetro de fácil utilização, de maneira não invasiva através de um manguito em formade duas bolas que envolviam o antebraço do paciente. O método utilizado foi postulado por Vierordt em alguns anos antes, que dizia que a pressão indicada na coluna de vidro teria que atingir um ponto em que a pulsação cessasse, e quando ela voltasse a se tornar visível indicaria a Pressão Sistólica. Quando a pulsação se tornasse não visível novamente com a desinflação do manguito, indicaria a Pressão Diastolica.

Riva-Rocci
Riva-Rocci

 

Esfigmo de Riva-Rocci
Esfigmo de Riva-Rocci

 

Somente em 1939, com ratificação em 1967, um comitê envolvendo representantes dos EUA, Inglaterra e Irlanda definiram um padrão para o equipamento de medição da Pressão Arterial, o Esfigmomanômetro.

O primeiro esfigmomanômetro pesava 2,5 quilos, e consistia de um manguito que envolvia o antebraço do paciente, uma pera de inflação e duas lâmpadas. A primeira lâmpada acendia quando o equipamento sentia o pulso do paciente, a segunda lâmpada acendia quando o pulso do paciente parava, indicando a pressão sistólica. Quando ocorria a desinflação do manguito, a primeira lâmpada se apagava quando o pulso do paciente não era mais sentido, indicando a pressão diastólica. Todo este processo era gravado em uma fita cassete, e depois decodificado em um equipamento que mostrava os pulsos em formas gráficas e a pressão indicada em certo momento.

Os Esfigmomanômetros mais utilizados ainda foram os de coluna de mercúrio, porém foram substituídos pelos manômetros, pelo motivo de periculosidade na manipulação do mercúrio. Atualmente estão sendo utilizados esfigmomanômetros digitais.

Tipos de Esfigmomanômetro:

 

Coluna de Mercúrio

Esfigmomanômetro com Coluna de Mercúrio
Esfigmomanômetro com Coluna de Mercúrio

 

O Esfigmomanômetro com coluna de mercúrio foi o primeiro com uma confiabilidade nas medições. Surgiu a partir do termômetro clínico de Santorio, utilizando um equipamento muito semelhante. Para se medir a PA do paciente, este equipamento deve ser utilizado junto a um estetoscópio, para que o examinador, por meio auscultatório, saiba quando o batimento é audível e quando ele cessa.

Manômetro Metálico

 

Manômetro Metálico
Manômetro Metálico

 

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Esfigmomanômetro Metálico Completo

 

Esfigmomanômetro de Carrinho ou de Parede

 

Tubo Aneróide
Tubo Aneróide

 

Tubo Aneróide
Desenho do Tubo Aneróide

 

Após a coluna de mercúrio, surgiu o esfigmo com um manômetro metálico. O manômetro metálico consiste de um tubo de latão curvado em espiral, o qual tende a se desenrolar conforme a pressão é aplicada em seu interior, e com este movimento, desloca a agulha que indica ao examinador a medida correta. Com este equipamento, o examinador também deve medir a PA por meio auscultatório.

Medidor Digital

 

Esfigmomanômetro Automático
Esfigmomanômetro Automático

 

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Esfigmomanômetro Semi-Automático

 

Transdutor de Pressão
Transdutor de Pressão

           Este é um medidor de PA bastante atual no mercado. Possui transdutores de pressão, que são componentes eletrônicos que traduzem a pressão aplicada em pulsos elétricos. Esses componentes são capazes de sentir qualquer variação na pressão, conseguindo facilmente colher tanto a pressão sistólica quando a diastólica. Esses pulsos elétricos analógicos passam por um conversor e tornam-se digitais. Com esses dados digitais, um micro controlador programado em computador decodifica estes sinais e transferem os dados para o examinador através de uma tela LCD.

                   O Esfigmomanômetro Semi-Automático exige que o examinador infle o manguito com a pera, já o medidor Automático possui uma bomba que gera o ar automaticamente, eliminando a pera do processo.

Dicas de Manutenção

 

Manutenção

 

Esvazia Manguito Rapidamente: Verifique se o manguito ou as mangueiras não possuem nenhuma fissura ou furo. Por ser de borracha ele resseca e com muito tempo de uso pode ocorrer este defeito.

Ponteiro Fora do Zero (Analógico): Existe um ajuste embaixo do manômetro, porém você irá precisar de um alicate especial que possui dois bicos bem finos para que encaixem nos furos da tampa inferior e poder movimentá-la.

Não Mede Corretamente: Deve-se ter um Esfigmomanômetro Padrão para verificar os demais. Ligando em paralelo as mangueiras dos dois manômetros, infle e compare se os dois estão medindo exatamente o mesmo valor, caso isso não aconteça, recorra a um ajuste.

Não Liga (Digital): Verifique as baterias do seu equipamento. Caso tenha substituído as baterias e mesmo assim não está ligando, lixe com uma lixa de unhas os terminais dos conectores das baterias no equipamento, pois muitas vezes ocorre oxidação nestes locais.

Não Infla (Digital Automático): Se você tiver alguma noção de eletrônica, por sua conta e risco, verifique se as mangueiras internas do equipamento não estão entupidas, e se a bomba de ar está funcionando.

OBS.: Em caso de ajuste no seu Esfigmomanômetro, não esqueça de enviá-lo à calibração por uma empresa que possua um equipamento padrão para análise de seu Esfigmo. Este procedimento deve ser efetuado pelo menos uma vez por ano para que tenha certeza de que o equipamento está funcionando corretamente.

Fabiano R. Pereira

Técnico em Eletrônica Industrial a 8 anos, e estudante de Engenharia Eletrônica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Desde a sua formação técnica atua como Técnico em Equipamentos e Instrumentos Médico-Hospitalares.

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